Dietas saudáveis e sistemas alimentares sustentáveis
- 28 de ago. de 2019
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Os alimentos são a alavanca mais forte e responsáveis por otimizar a saúde e a sustentabilidade do planeta terra. Contudo o modelo de produção alimentar está ameaçando tanto a vida humana bem como o planeta. Segundo o documento EAT-THE LANCET para que a produção de alimentos consiga acompanhar o crescimento populacional até 2050 algumas medidas precisam ser tomadas para que os danos causados pelo processo não sejam irreversíveis.
A primeira estratégia a ser trabalhada seria utilizar como base alimentos de origem vegetal e diminuir proporcionalmente os alimentos de origem animal que contribuiria com a saúde já que dietas ricas em carne vermelha, alimentos processados e ultraprocessados são diretamente associados ao desenvolvimento de Doenças Crônicas Não transmissíveis (mas vamos deixar esse tópico para uma próxima conversa okay?). Essa medida também é citada pela última versão do Guia Alimentar Brasileiro que optou por não quantificar a quantidade de alimentos que devem ser ingeridas em um dia, mas ressalta a importância de se ter como base os alimentos in natura que são aqueles que não sofreram ou sofreram poucos processos industriais no seu preparo, bem como: arroz, feijão, frutas, legumes e verduras, grãos, ovos, leite e carnes.
A segunda e terceira estratégias são voltadas para uma reorganização agrícola que interage com a primeira, na produção de alimentos diversos e nutritivos para a população e não apenas voltada a gerar calorias o suficiente. A quarta estratégia diz respeito a importância de se produzir nos espaços já utilizados pelos sistemas agrícolas que também possui interação com a primeira, uma vez que a sua adesão impactaria na produção de alimentos de origem animal que aumentam a demanda por espaços de terra e a quinta e última estratégia configura-se na diminuição dos desperdícios de alimentos que ocorrem em todos os processos e lugares, bem como: na produção, transporte aquisição, armazenamento, preparação e distribuição.
Dito isso como podemos participar desse processo? O primeiro poderia ser na adesão da campanha “Como Montar um Prato Saudável?” que preconiza que 50% de um prato seja composto de saladas cruas e cozidas, 25% de carboidratos, como arroz, batata, mandioca e outros e 12,5% proteína de origem vegetal, como feijão, lentilha e grão de bico e os outros 12,5% de proteína de origem animal, como carnes de ave, carne vermelha e peixes. Outro ponto importante a ser trabalhado seria relacionado ao desperdício de alimentos que ocorre na sua casa e nos restaurantes se comprometendo a colocar no prato apenas aquilo que você irá consumir e não mais do que a sua fome.





Parabéns!! pelo artigo, fácil leitura e muito atual.